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Livro escrito por professor do Câmpus Gaspar é referência em estudos sobre governança universitária PDF Imprimir E-mail

O professor Alexandre Sassaki, do Câmpus Gaspar, é um dos autores do livro “Universidade em movimento: memória de uma crise” obra que analisa as causas do desequilíbrio financeiro da Universidade de São Paulo (USP). Sassaki assina dois capítulos em que avalia o orçamento da universidade no período de 2009 a 2014 e analisa as causas e impactos da crise financeira da instituição. A obra é organizada pelo ex-reitor da USP Jacques Marcovitch e conta com outros sete autores, além de Sassaki. O trabalho do professor do IFSC é resultado da tese sobre governança e conformidade na gestão universitária defendida na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho foi um dos indicados ao prêmio “Tese Destaque da USP” no biênio 2015-2016.

 

 

Sassaki observa que, a partir de 2011, houve um intenso crescimento das despesas com a folha de pagamento da USP, o que fez com que a instituição ultrapassasse os 80% estabelecidos como limite máximo para esse tipo de despesa. Em 2012, esse valor representou mais de 95% e em 2013 e 2014 ultrapassou o valor repassado pelo estado. “A maior parcela dos recursos das universidades de São Paulo vem do ICMS, sendo que a USP é a instituição que recebe o maior montante. A partir de 2012, o orçamento da USP tornou-se deficitário, obrigando a Universidade a consumir suas reservas orçamentárias, constituídas nos anos anteriores."

Para a realização da pesquisa, o professor analisou as atas das sessões do Conselho Universitário e da Comissão de Orçamento e Patrimônio da USP durante 2010 e 2014 e observou que decisões de forte impacto financeiro foram tomadas sem que se fossem levados em consideração todos os possíveis impactos. “Foram gastos de difícil reversão como aumento no valor do vale-alimentação que foram feitas com previsões muito otimistas.”



Uma das saídas encontradas pela instituição foi a de criar um plano de demissão voluntária para redução dos gastos com custeio, mas o professor do IFSC sugere mais medidas baseadas nos conceitos de compliance e de acountability que envolvem o cumprimento de leis, transparência na gestão e de prestação de contas. Como implantação de um órgão de monitoramento e controle orçamentário, integrar e consolidar mecanismos de demonstração de despesas e a obrigatoriedade de submissão aos conselhos superiores de projeções orçamentárias feitas analisando períodos maiores.“Ainda há poucos estudos no Brasil sobre governança universitária. Esse é um assunto que passou a ser bastante pesquisado a partir da década de 1960 nos Estados Unidos, em que as universidades de lá passaram por situações parecidas com a enfrentada pela USP.”

 

O livro está disponível no Portal de Livros Abertos da USP, para acessá-lo, clique aqui.

 

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