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Alunos de Informática projetam aplicativos para auxiliar surdos PDF Imprimir E-mail

Na disciplina de “Análise e projetos de sistemas”, os alunos do curso técnico em Informática do Câmpus Gaspar precisam pensar em desenvolver soluções e projetar ferramentas. Os temas escolhidos para os trabalhos costumam ser os mais diversos, mas para os alunos da quarta fase do curso, a professora Daniela Justo lançou o desafio de que eles pensassem em projetos de aplicativos que fossem auxiliar direta ou indiretamente pessoas surdas. Além de uma atividade de sala de aula, o trabalho integrou as ações do projeto “Pesquisa estatística de surdos em Gaspar”, que vem sendo desenvolvido no Câmpus.

 

“Eu observei que os alunos se sentiram muito mais estimulados com o trabalho por perceberem que os projetos podem ajudar outras pessoas. Nesta etapa, eles não precisavam desenvolver os aplicativos, apenas pensar em ideias de projetos e aplicar os conceitos da disciplina, mas alguns alunos já demonstraram interesse em continuar o trabalho no projeto integrador”, explica a professora.

 

Para que os alunos pudessem entender as necessidades de pessoas surdas, a professora de Educação Especial do Câmpus Gaspar Hagar Tiburcio de Oliveira participou das aulas. “No projeto “Pesquisa estatística de surdos em Gaspar”, além de fazer o levantamento sobre a população temos como objetivo trabalhar a temática de forma interdisciplinar dentro da instituição. A professora Daniela abraçou a causa e propôs aos alunos desenvolver ideias de projetos dentro da área de informática”, afirma Hagar.


Os projetos apresentados propõem soluções para melhorar a comunicação entre surdos e não surdos que permitam converter Libras para o Português, aplicativo que permite avisar a pessoa surda sobre um desastre natural e um aplicativo para turistas surdos em que a partir de um QR Code é possível ter informações em Libras sobre o local visitado.


As alunas Ana Júlia Volpi,  Juliana Decarlli e Mariana Zorzo pensaram em um cardápio digital para um restaurante especializado em frutos do mar em que os nomes dos pratos e os ingredientes de cada um deles estão também identificados em Libras. “Eu nunca tinha me colocado no lugar de uma pessoa surda para entender as dificuldades que ela enfrenta. Foi muito importante a aula que tivemos com a Hagar para entender o que é a surdez e as necessidades dessas pessoas. Estamos pensando em implementar nosso trabalho como projeto integrador”, avalia a aluna Ana Júlia Volpi. 


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC





 

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