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Aluna é uma das finalistas de prêmio de moda inclusiva PDF Imprimir E-mail

A aluna do técnico integrado em Vestuário do Câmpus Gaspar Bruna Eduarda Laurindo é uma das finalistas do 5º prêmio Brasil Sul de Moda Inclusiva. Ela desenvolveu uma coleção para crianças cegas ou com baixa visão com o tema galáxias. São três modelos de pijamas, confeccionados com tecidos de diferentes texturas para que as crianças possam perceber as diferenças pelo toque, e um modelo de pantufa, que conta com um sensor que emite um sinal sonoro toda vez que a criança se aproxima de um objeto a cerca de 30 centímetros. Os modelos foram apresentados nesta quinta-feira (23) em desfile promovido pelo prêmio em Florianópolis. Entre os 15 finalistas, Bruna ficou com a quinta colocação.

 

 

“Esta é a primeira vez que eu participo de um desfile e vejo que eu ganhei muito com a participação neste prêmio. Eu tive que montar a minha coleção e a aprender a solucionar uma série de problemas que surgem durante todo o processo. Eu tenho uma vizinha que é cega e eu percebia a dificuldade que ela tem quando vai para ambientes que ela não conhece e com esse sistema na pantufa a ideia é poder orientar a crianças cegas em lugares desconhecidos para elas.”


 

Para desenvolver o sistema que foi acoplado na pantufa, Bruna contou com o apoio do professor de Informática do Câmpus Gaspar Leonardo Rauta. “O sistema é composto por um arduíno com sensor de distância, um buzzer, que emite o sinal sonoro, e por baterias. Para instalar esses sensores, foram gastos cerca de R$ 90,00 para cada par de pantufa, mas à medida que esse sistema seja feito em larga escala, os custos podem diminuir. A partir deste projeto, queremos pensar em novas propostas de unir moda e informática, que são duas áreas do Câmpus Gaspar. Essa é uma forma de mostrar que a tecnologia pode ser também vestida.”


Além de incentivar trabalhos em conjunto entre as duas áreas, a participação no prêmio também tem mobilizado alunos e servidores a pensar na inclusão. “Este prêmio mobilizou tanto o curso técnico de Vestuário quanto o de Informática para uma causa que é muito importante e necessária”, avalia a professora do câmpus Gaspar Luiziane da Rosa, que é mãe de Pedro Rosa, um dos modelos do desfile.


Para pensar nas peças, Bruna contou com as orientações da professora Luiziane, a partir das necessidades do Pedro, que tem a síndrome de WAGR, e das dicas da professora de Moda do Câmpus Gaspar Mariani Silveira. “Eu participei da primeira edição do prêmio, quando desenvolvi uma coleção para crianças com síndrome de Down. As roupas tinham uma série de acessórios com velcro para que elas pudessem interagir com as peças. Para mim foi muito importante participar e eu queria que os meus alunos também passassem por essa experiência.”


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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