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Projeto do Câmpus Gaspar é vencedor do Prêmio IFSC de Inovação PDF Imprimir E-mail

O desafio de trabalhar um tema microscópico, como o da parasitologia, com alunos cegos ou com baixa visão mobilizou os professores Marcelo Elias e Hagar Tibúrcio de Oliveira, do Câmpus Gaspar, a pensar em um material inclusivo. Eles contaram com o apoio e a habilidade da aluna do técnico integrado em Química Tuane Gartner para criar em biscuit 12 modelos de organismos parasitos causadores de doenças tropicais. A proposta inovadora, de reproduzir aquilo que poderia ser visto apenas pelo microscópio ou pelos livros para ser algo que pudesse ser conhecido pelo toque das mãos, fez com que o projeto de extensão “Material inclusivo para cegos no ensino de parasitologia e promoção à saúde” ganhasse o Prêmio IFSC de Inovação na categoria “sala de aula”, que foi entregue na cerimônia de 108 anos do IFSC, realizada no último dia 25.


 

Os materiais reproduzem o formato e as características dos organismos de forma ampliada. O que fazem com que os estudantes consigam perceber pelo tato todas as características dos parasitos causadores de doenças como toxoplasmose, malária e amarelão. Além das peças foram confeccionadas apostilas em braille. “Para poder reproduzir os organismos, precisamos estudá-los a partir de diferentes ângulos e de desenhos em perspectiva. Contamos também com o apoio de membros da Sociedade Cultural Amigos do Centro Braille de Blumenau. Nós fazíamos a descrição de cada um dos parasitos e eles nos diziam se pelo formato dava para entender as características”, explica a aluna Tuane Gartner.


Para a confecção dos organismos parasitos foram investidos R$ 400,00. “Esses são organismos difíceis de se conseguir e temos inclusive dificuldade em trabalhar este tema com alunos com visão. Os materiais ficarão disponíveis e a proposta é que além de trabalhar o tema da parasitologia, os materiais possam ser utilizados também para capacitação de professores. O prêmio nos faz pensar em outras propostas como em um laboratório inclusivo”, afirma o professor Marcelo Elias.


Além de trabalhar a parasitologia, o projeto motivou outras ações inclusivas no Câmpus, como uma sessão de cinema chamada “pipoca acessível”, em que os alunos foram vendados e assistiram a um filme a partir de uma audiodescrição, e um evento de moda inclusiva. “Essas atividades fazem com que se crie um movimento de empatia com relação à pessoa cega. Eu vejo que o fato do projeto ter ganho o prêmio serve como um incentivo para que outros Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne) também desenvolvam projetos de pesquisa e extensão”, avalia a professora Hagar Tibúrcio de Oliveira.


Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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