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Pesquisa calcula pegada de carbono e propõe ações para neutralizar as emissões PDF Imprimir E-mail

Você sabe qual é a sua pegada carbônica? Quanto você costuma contribuir para aumentar a quantidade de Gases de Efeito Estufa (GEEs) ao utilizar o carro para ir e voltar ao trabalho? Alunas do curso técnico em Química do Câmpus Gaspar Maria Luiza Vanelli, Bruna Volpi e Camile Chiodini calcularam as emissões emitidas durante um ano por 79 servidores do Câmpus Gaspar do IFSC ao se deslocarem de casa para o trabalho e o valor emitido por veículos da frota oficial. O resultado foi de 120 toneladas de CO2 equivalente por ano, o que exigiria o plantio de 350 árvores para neutralizar a emissão. O cálculo faz parte da pesquisa “Estimativa das emissões de gases de efeito estufa do transporte dos servidores do IFSC Gaspar, executado com recursos do edital 01/2016 do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) Ensino Médio e foi orientado pelos professores Bruno Galindro e Graciane Pereira.

 

 

O setor de transportes é um dos que mais contribuem para a emissão de dióxido de carbono na atmosfera e para o aquecimento global. Dados mostram que a cada quilômetro percorrido com um carro pequeno emite-se 0,3144 kg CO2 equivalente, com uma caminhonete o valor é de 0,4611 kg CO2 equivalente e por uma moto de 0,2126 kg Co2 equivalente. Com o transporte coletivo, o valor é de 0,1075 kg CO2 equivalente por quilômetro.


Segundo a pesquisa realizada em Gaspar, a maior parte dos servidores, o equivalente a 65%, vai para o Câmpus de carro, 17% vai a pé e 10% utilizam o transporte coletivo. Um dado que chama a atenção é que, dos que vão de carro, 21% moram a cerca de um quilômetro do Câmpus. “Nós apresentamos o resultado da pesquisa no projeto integrador e muitos servidores ficaram surpresos com o valor de mais de 100 toneladas de dióxido de carbono equivalente emitidos durante um ano”, explica Bruna Volpi.


Além de mensurar os Gases de Efeito Estufa, foram propostas uma série de ações para tentar diminuir as emissões como incentivo ao uso de transporte coletivo, compartilhamento de automóvel, com a criação de um sistema de carona solidária, e o estímulo para que mais servidores decidam ir a pé até o trabalho. Para neutralizar as emissões, foi feito um cálculo para verificar o número de árvores que precisavam ser plantadas, o que é feito a partir do produto entre o resultado da divisão da emissão total de GEEs pelo fator de fixação de carbono em biomassa no local de plantio. “Nós conseguimos 52 mudas que foram plantadas no Câmpus levando em consideração o plano de arborização que foi elaborado por um engenheiro florestal que estudou as áreas onde se pode fazer o plantio”, explica a professora Graciane Pereira.

 


O técnico em laboratório do Câmpus Gaspar Jean Rigo da Silva auxiliou as alunas durante a pesquisa e, após os resultados, foi um dos que mudou a forma de se deslocar até o trabalho. “Eu me assustei com o resultado. Moro a cerca de três quilômetros e durante o dia tento vir de bicicleta. Mas ainda uso o carro quando venho à noite porque considero mais seguro.”

 


Além da pesquisa com os servidores, as alunas estão se dedicando a calcular a pegada carbônica dos alunos do Câmpus. A ideia é entrevistar ao menos 30% dos alunos de cada turma. “Ainda não temos o resultado da pesquisa porque os questionários estão sendo aplicados, mas temos observado que a maior parte dos alunos mora a cerca de 10 km e a grande maioria utiliza o transporte público”, afirma a aluna Maria Luiza Vanelli.

Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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