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Feira Regional de Matemática reúne estudantes e professores de Gaspar, Ilhota, Blumenau e Pomerode no Câmpus Gaspar PDF Imprimir E-mail

Há 33 anos, a Feira Regional de Matemática, realizada no Médio Vale do Itajaí, faz parte do calendário de eventos das escolas e faculdades da região. É o momento em que elas são convidadas a mostrar parte do trabalho que vêm desenvolvendo junto aos alunos na área de Matemática. A edição de 2017, realizada nesta quinta-feira (10) no Câmpus Gaspar do IFSC, contou com a participação de 60 trabalhos de estudantes, professores e da comunidade de Gaspar, Ilhota, Pomerode e Blumenau.

 

 

Durante a cerimônia de abertura, a diretora-geral do Câmpus Gaspar, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, falou sobre a importância de eventos como esse para estimular o protagonismo dos estudantes. “A pesquisa como princípio educativo é o que pode fazer a diferença na educação. Eu costumo lembrar de uma frase do Einstein que diz que na construção do pensamento é muito importante o uso da imaginação. Eu gostaria de lembrar que 2017-2018 foram escolhidos como o biênio da Matemática e que o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano será “A matemática está em tudo”.


Na cerimônia, o gerente regional de educação, Eliomar Russi, falou do quanto a Feira Regional de Matemática foi importante para sua trajetória profissional. “Eu já estive na Feira enquanto aluno na terceira edição e vejo o quanto isso modificou a minha vida. Esse é um momento de transcender a sala de aula e de compartilhar experiências.”


À frente da organização, o professor da Furb Vilmar Zermiani conta que a Feira foi criada em 1984 pelo Laboratório de Matemática do Programa de Pesquisa e Formação Continuada da Furb e que já recebeu mais de 13 mil trabalhos e 40 mil participantes ao longo de três décadas. “Esse é o momento de apresentar experiências exitosas no ensino e aprendizagem da Matemática e de mostrar a aplicação da Matemática em diversas áreas do conhecimento.”


Trabalhos expostos na Feira Regional de Matemática


Quem visitou a Feira Regional pôde perceber o quanto a Matemática está em nosso dia a dia. Alunos do segundo ano do Ensino Fundamental ErvinoVenturi de Gaspar mostravam gráficos que fizeram a partir da experiência da troca de dentes. “Eu observei que muitos alunos não queriam sorrir porque haviam perdido os dentes e tinham vergonha disso. Resolvi trabalhar este tema com eles, convidamos um dentista e uma nutricionista para vir conversar com os alunos e a partir da temática de troca de dentes eu passei a trabalhar com eles a linguagem escrita e a Matemática. Construímos um jogo de trilha em que falamos sobre isso e colocamos uma série de situações matemáticas em que eles precisam fazer uma série cálculos”, explica a professora Margarete Soares.


Os alunos da Escola de Educação Básica Bruno Hoeltgebaum de Blumenau usaram a Matemática para estudar a Síndrome de Down. “Um amigo nosso tem uma prima que é portadora da Síndrome de Down e a partir deste tema começamos a fazer uma série de cálculos como o número de portadores no Brasil, no estado e no município e cálculos que relacionam a idade dos pais ao aumento da probabilidade de filhos com a síndrome. Estamos no sexto ano do Ensino Fundamental e tivemos que aprender conteúdos para realizar este trabalho como regra de três e porcentagem, que seriam temas que só veríamos no oitavo ano”, comenta o aluno Magno da Silva.


A professora Josiani Calefi, da Escola de Educação Básica Ferandino Dagnoni de Gaspar, apresentou um jogo que ela desenvolveu para trabalhar com alunos da educação especial. “Eu escolhi como tema de trabalho as obras do Romero Britto e desenvolvi um jogo no estilo do batalha naval em que eles precisam responder uma série de perguntas que exigem interpretação e a resolução de situações-problema. A proposta é ressignificar o ensino.”

 

Além da categoria para estudantes e professores, membros da comunidade também podem participar da Feira. Clara Angeli e Luísa Eleotério foram os destaques desta categoria e irão representar a região na Feira Catarinense de Matemática. Inspiradas no livro “Incríveis passatempos matemáticos”, elas trouxeram para feira o que poderia passar por mágica, mas é na verdade Matemática. “Peça para uma pessoa jogar três dados e diga que você irá adivinhar os números. Peça para ela multiplicar o número do primeiro por dois, adicione cinco, depois multiplique o resultado por cinco e some o número do segundo dado, depois multiplique o resultado por dez e some o número do terceiro dado. Para descobri o número dos dados é só pegar esse valor e diminuir 250”, explica Clara Angeli.


Trabalhos indicados para a Feira Catarinense de Matemática


Confira a lista de trabalhos indicados para a Feira Catarinense de Matemática, que será realizada em Criciúma de 27 a 29 de setembro:




Projeto: vamos ao mercado? CDI Fátima Regina - Gaspar

A fantástica história dos números e sua utilização em nosso cotidiano CDI Maria Terezinha Hammes Schmitz - Ilhota

Banana: tropicalizando a matemática - Escola de Educação Básica Marcos Konder - Ilhota

Matemática e situações do cotidiano, meu dente caiu - Escola de Educação Básica Ervino Venturi / Semed - Gaspar

Descobrindo sabores através das frutas e legumes - Escola de Educação Básica Norma Mônica Sabel - Gaspar

A matemática na intolerância ao glúten e lactose - Escola de Educação Básica Bruno Hoeltgebaum - Blumenau

Matematizando a linda e bela Pomerode - Escola de Educação Básica professora Noemi Vieira de Campos Schroeder - Pomerode

A matemática no youtube - Escola de Educação Básica Bruno Hoeltgebaum - Blumenau

Radicalizando a matemática no mundo encantando do Beto Carrero World- Escola Básica Municipal Olavo Bilac - Pomerode

A matemática do arroz - Escola de Educação Básica Marcos Konder - Ilhota

Matemática na construção civil - presidente prudente de Morais - Pomerode

Por dentro do canhão de Gauss - Escola de Educação Básica Frei Policarpo / SED - Gaspar

 


Ensino superior

Pibid e jogos matemáticos - Escola de Educação Básica Zenaide Schmitt Costa - Gaspar

 


Professor

Ilhas interdisciplinares de racionalidade uma metodologia de ensino possível - Escola de Educação Básica Básica Zenaide Schmitt Costa - Gaspar

 

 

Por Beatrice Gonçalves / Jornalismo IFSC

 

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